Perguntas para Chespirito
que ninguém ainda fez nas entrevistas!

por Igor C. Barros

– O que você entende como “La casa de té de la hierba buena de la luna de 8 de agosto de 1974”? Maria Antonieta dá esse título para o episódio de 1973 onde o Chapolin luta contra um carateca, só que o episódio não tem nada a ver com esse título!
– Você conhece Roberto Vásquez? Ele já trabalhou com você?
– Você sabe que “botton” laranja era aquele que o Prof. Girafales usava em 1979?
– O que eram os Objetos Flutuantes na vila do Chaves? Não combina lá muito com o programa…
– Me diga, com sinceridade: você já ouviu falar de crianças que imitavam na vida real algumas coisas que os seus personagens faziam, como lamber ferro elétrico e segurar fios desencapados? Isso já chegou a acontecer?
– O Cidadão Gómez é você mesmo ou é um personagem, que faz coisas que você não faria?
– E o Chaves, como era Chaves antes de 1972? Conte um pouco para nós…
– Tem um quadro de antes de 1972 onde o seu personagem chora igualzinho ao Chaves, quando ele ainda não existia, você se lembra?
– Você sabe por quê Ramón Valdéz não participava de alguns episódios, nos anos 70? Nós conhecemos 4 episódios sem ele, nessa época.
– Porquê que as vacas podem “circular” nos currais?
– Porquê a Espanha “também é um buraco”?
– O Chapolin apareceu de tapa-olho em um episódio, em 1979. O que aconteceu naquela época que motivou isso, você se machucou?
– Nos programas do Chaves, os cenários ficavam montados exatamente na posição em que apareciam no vídeo? Assim: “rua”, “entrada”, “corredor”, “segundo pátio”… Porquê será que não fazem assim nos EUA, hein?…
– Você conhece os Trapalhões? O Pelé acabou fazendo com eles o filme que ele queria fazer com a sua turma, do Chaves. Em 1993 o programa deles lembrava o seu, em 1994!
– Tá gostando do desenho animado, que está sendo produzido pelo Fernández, seu filho? Não pinta mais nenhuma idéiazinha de uma história original?
– Nunca sequer passou pela sua cabeça usar um dublê para fazer algumas cenas com o Chapolin? (Com a ajuda de dublês, até o Leslie Nielsen, que tem mais ou menos a sua idade, dá salto mortal no cinema, mais que o Hugo Sanchez!)
– Nos quadros do Dr. Chapatin você sempre brincou com o tema “velhice”. O Jaiminho precisa “evitar a fadiga”. E hoje, que você é um señor lá pelos setenta e todos anos, como você vê isso? Você concorda com o que escreveu ou vê situações diferentes?
– Você conseguia entrar no barril ainda, em 1992?
– Você já conheceu o Cri-Cri pessoalmente, já que em 1979 ele estava bem vivo ainda? E o Matt Groening, dos Simpsons, que fez um personagem baseado no Chapolin Colorado?

– Você sempre foi apaixonado pela Florinda? As vezes dá até a impressão de que você meio que “armava” as situações escrevendo os roteiros do Chapolin, como no final de “La isla de los hombres casi solos” – onde a vilã, que é ela, diz que abriria mão de tudo por um beijo do Chapolin, ou algo assim.
– Você já escreveu um episódio onde Chiquinha pintava os outros com uma caneta para fazer eles pensarem que estavam doentes? Se não, é uma boa história, pelo menos?…
– Você já escreveu um episódio onde Jaiminho tinha um papagaio? “Un loro”, te lembras?
– Você tinha mais idéias para o seu programa que não chegaram a ser executadas quando ele “foi terminado” em 1995 – idéias tão boas quanto a da temporada anterior, por exemplo? (tem uns episódios de 1994 que são de chorar de rir!)
– Puxe pela memória, agora… Lembra da história em que o Pirata Alma Negra (o Ramón) recapturava os piratas fugitivos e o Chapolin em uma caverna? Como é que termina essa saga?
– Aliás, porquê que o Pirata Alma Negra aparecia em ainda mais três episódios do Chapolin, desta vez como fantasma? O público gostou tanto desse personagem?

– O que te levou a continuar sendo o Chaves de 1982 a 1992? E o Chapolin, de 1987 (mais ou menos) a 1993? O público ainda gostava, você ainda queria isso?…
– Quando foi que você teve a idéia de tirar as risadas gravadas da trilha sonora do programa? Já pensou em fazer como nos EUA (aqui, tão pertinho) e gravar com platéia ao vivo, por exemplo?
– Como você fazia para evitar o estilo de humor dos “Super Gênios da Mesa Quadrada”, que você jurou que nunca mais faria nada como aquilo?
– Por outro lado, algumas piadas como a do “ar condicionado” nos microfones dos espiões do Chapolin não seriam um retorno à esse estilo? Ou então seus roteiros mais voltados para adultos, como “11 y 12”?
– Por quê você decidiu transformar o Chómpiras e o Botijão em cidadãos de bem, quando são raríssimas as tentativas de mudar personagens de TV, quadrinhos e desenhos animados já conhecidos pelo público?
– O que fez você terminar com os “programas Chaves e Chapolin” e passar a fazer o “programa Chespirito”?

– No que você se realizou mais? Atuando, escrevendo, compondo músicas, desenhando?… Isso fora quando você jogou futebol!
– Você, Edgar, Moysés Suarez e Abraham Stavans dominam o inglês! É difícil as vezes ou estando perto dos EUA fica fácil, hein?…
– O elenco do seu programa é um homem mediano (às vezes meio bochechudo), um cara feeeeio (hehe), um grandalhão, um baixinho (sem referência aos presentes), um gordo, uma mulher magra (y às vezes muy guapa, hein?…), uma mulher baixinha, uma veterana de guerra e um senhor com uma cara engraçada – e às vezes até um cara narigudo. Chespirito, como é que pôde dar essa incrível “falta de coincidência”, de o elenco ser de pessoas tão diferentes uma das outras quanto vocês – mais até mesmo do que séries norte-americanas de agora, que para serem politicamente corretas, incluem afrodescendentes e orientais no elenco, nem assim eles são tão diferentes entre si quanto vocês foram!
– Pergunta forte, agora: Você, Chespirito, nunca pensou em fazer uma cirurgia plástica, não? Um “lifting”, coisa assim…
– Pra relaxar, agora: Como é que você escrevia expressões como “A velha mina da época do século XVIII e que está a ponto de desabar”, “Pobre camponesa de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha” e “Camafeu talhado em madrepérola pelos nativos de Camaguay” tantas vezes, sem tecla CTRL na sua máquina de escrever?… Você não ficava cansado, não?…
“Existem jovens de oitenta e tantos anos…” Você é um desses, Chespirito?…

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Uma resposta para “

  1. Grande Igor!

    Certas perguntas aí eu acho que lembram a produção dos anos 70 como algo jurássico, hehehe. Chespirito provavelmente resopnderia: “Insinua que sou velho?”

    Ex:
    – ” “Pergunta forte, agora: Você, Chespirito, nunca pensou em fazer uma cirurgia plástica, não? Um “lifting”, coisa assim…”
    – “Existem jovens de oitenta e tantos anos…” Você é um desses, Chespirito?…”

    Sacanagem com o vovô Chesp. Heheheh
    []’s

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