Cadeiras

Parafraseando Dorival Caymmi, “eu não tenho onde sentar…”
Talvez esteja aí um problema que está afetando sériamente a minha produtividade. Infelizmente, devido to the reduced verb, no meu computador eu uso uma cadeira bem inadequada para essa atividade, deslocada da cozinha… A cadeira é de fibra de vidro, e de uma empresa líder de mercado, a Emplarel, cujo maior trunfo é ser a fornecedora de cadeiras do McDonald’s. E está aí o problema. A menos que você seja um glutão de marca maior que está fazendo um teste “quanto eu posso comprar no Mac com 500 reais” ou precise esperar alguém lá dentro (duvido que eles deixem), você nunca precisará ficar lá dentro por 5, 6 horas, como eu preciso em atividades como a vetorização de certos desenhos e a podrução musical (se bem que depois que eu conheci a música “Boneca de Plástico” do DJ Garotinhu, comecei a valorizar as minhas… A phaixa é uma gentileza de Universo Pânico.)

Aí cês me perguntam: como é que você escreve tanto nos blogs e faz tão pouco em matéria de sites e vídeo? É que boa parte das postagens partem do meu çervisso, uma sala com ar condicionado e cadeiras de escritório, com rodinhas… como as que eu tinha em 1996, quando mudei para o lugar onde estou hoje. Só que naquela época eu não tinha computador, e Internet, muito menos.

E eu só queria saber como Jô Soares não tem esse problema. Segundo contou a jornalista Adriana Bak na AllTV, certa vez, quando ela ainda trabalhava em mídia impressa, ela precisou cobrir o lançamento de um livro de Jô Soares, que aconteceu na residência do mesmo, e ela enfrentou uma série de problemas com seu notebook, que não funcionava, e o horário de fechamento da matéria estava quase estourando. Os problemas se estenderam a ponto de Adriana continuar no local enquanto os outros jornalistas tinham ido embora, e em uma situação vexatória, sentada no chão, tentando usar o notebook com a fonte de alimentação ligada em uma tomada da casa do escritor. Jô, com toda a calma do mundo, levou Adriana para o local onde ele escreve seus textos, em um lugar confortabilíssimo e com um computador de primeira – e com uma (ahá) cadeira de escritório daquelas!! Daquelas que eu deveria ter por aqui, capisci? E foi de lá que Adriana mandou o texto para o jornal, via E-Mail. Antes disso, Jô ligou para o chefe dela no telefone falando pra ele esperar só mais uns 5 minutinhos, “a moça tá quase enfartando”, disse ele, “não quero ser responsável por uma tragédia”… (não me lembro bem o que ela disse, mas foi mais ou menos isso).

Ainda consigo uma cadeira de escritório decente de novo. As de 1996 quebraram, porquê eram de um modelo inadequado pra gente: sem coluna atrás, com o encosto preso nos próprios braços…

PS: Alguém se lembra que nos anos 80, as eleições seriam hoje?! É verdade, me lembro da cidade tomada por panfletos de Orestes Quércia, Antônio Ermírio, Paulo Maluf, João Leiva… Bons tempos! Atualmente, as eleições são no primeiro domingo de outubro.

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