São Paulo: Mercado imobiliário está no cio, de chico e naqueles dias
Há mais ou menos 1 ano, a Folha de São Paulo transborda de anúncios de prédios. É prédio até dizer chega. Sei lá daonde vão tirar água, gas, energia elétrica e combustível pra tanta gente.
Frequentemente você sente que eles incomodam, quando as três últimas páginas são de anúncios do mercado imobiliário, não de notícias. E que notícias poderiam ser…
… mas voltando à realidade real, os anúncios do mercado imobiliário agora também estão invadindo a TV. E não há Marabraz ou Casas Bahia capaz de deter essa invasão – que conta desde os primeiros comerciais com “atores globais” (aqueles, que ao contrário dos “atores recordais” podem estar em todas as emissoras…).
O pior é que todos os prédios são o que se chamava há 15 anos de “prédios de luxo”: não há um sequer sem uma piscina ou quadra de esportes. Se você achar um sem um dos dois construído de 1992 pra frente, é um fenômeno: eu mesmo moro há 11 anos em um prédio saphra 1991 que tem uma piscina, na qual eu nunca estive! E talvez nunca pudesse estar, acho que eu seria reprovado no exame médico do Wet’n’Wild… Bem, são tantos já assim, que já há quem queira ir além, como se estivéssemos na Bélgica: misteriosos anúncios na contracapa da Revista da Folha mostravam uma porta com os mais avançados sistemas de segurança – a porta tinha sua própria campainha, que era chamada de ringtone! O anúncio, inclusive, era da W/Brasil! Ah, quem me dera se fosse uma porta. Na realidade, o comercial se refere a 5 prédios de alto padrão construídos em vários locais da cidade – o Max Haus – nos quais a planta é totalmente definida via Internet pelos proprietários.

Perto da minha casa, podem se ver ao horizonte, olhando para todas as direções, 5 prédios sendo construídos. Três deles eu peguei raiva, porquê eles taparam a vista mais bonita que eu tinha daqui, agora eu vou ter que ficar sonhando em morar em Manhattan.
E pelo visto, o caso Encol – que curiosamente, construiu o prédio onde moro – faz parte do passado. Todas as empresas que “semeiam” prédios à granel pela cidade não dão o menor sinal de abalos em sua saúde financeira. Quem dera se outros meios, como emissoras de televisão não-globais e distribuidoras de vídeo fossem assim.
Com tudo isso, não admira que 3 horas da tarde – horário no qual, supostamente, todos já foram para o trabalho – já seja horário de congestionamentos na cidade. Uma “cidade limpa” por fora, mas por dentro, um pão bolorento.

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Uma resposta para “

  1. Caro Igor

    Li a postagem sobre a especulação imobiliária e resolvi escrever sobre o tema, citando seu texto e colocando link. É que eu e um amigo estamos montando um blog: http://transcendentes.blogspot.com e estamos COMEÇANDO. Ainda há poucos posts, o layout é uma merda e a visitação só de conhecidos. Então aproveito a ocasião para fazer uma propaganda para você, hohoho… Nesse blog vai falar de tudo, desde as agruras e sintomas do processo de mediocrização e imbecilização do mundo até o futebol e o assunto que é nossa praia: televisão.

    Esse comentário mais elaborado e completo eu mandei para seu e-mail do Yahoo! Dá uma olhada lá.

    Té +!

    Hamilton KK

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