Arquivo da categoria: eventos CH

Festival da Boa Vizinhança II vem aí… mas Vivar e Villagrán já estão aqui!

Edgar Vivar e Carlos Villagrán já estão no Brasil. Villagrán assistiu a partida do São Paulo pela Libertadores e até vestiu a camisa do time, a de Rogério Ceni, sendo ovacionado pela torcida tricolor. APRENDE AÍ, PARREIRA!
A Desciclopédia deitou e rolou, afinal eles consideram Kiko como um dos pioneiros do movimento Emo. Villagrán também esteve em uma churrascaria, segundo o Twitter do Fã-Clube, a melhor de São Paulo. Ê laiá, como diria o dublador deste.

E Edgar Vivar hoje deu a sua segunda entrevista para a TV brasileira, e ao vivo. E no SBT mesmo, não no Bixiga.
No Programa do Ratinho, o Fã-Clube Chespirito Brasil ocupou parte da plateia. Edgar surpreendeu pela magreza, ele perdeu mais de 80 quilos e agora é mais magro do que eu, tá com dois dígitos! E ele conheceu seu novo dublador, Gustavo Berriel (na verdade é metade da história, o Sr. Barriga também foi dublado por Gilberto Barolli.) Eles até dublaram um bordão em tempo real.

Uma coisa positiva foram os vídeos que o SBT preparou. O pessoal caprichou na edição, mostrando inclusive cenas desconhecidas dos programas de Chespirito feitos antes de Chaves existir, e até mesmo cenas dos filmes, como El Chanfle (Será que Marcelo Gastaldi conseguiu inventar um nome pra ele?…) e Charrito. E não errram uma. Só disseram uma informação controversa, de que Chiquinha não era filha do Seu Madruga. É que essa possibilidade não é de todo absurda, porquê fãs descobriram que Maria Antonieta de las Nieves interpretou em 1970 ou 1971, antes de Chaves ser criado, uma outra personagem que também se chamava Chilindrina, só que usava um vestido rosa e parecia, digamos, uma garota mais velha, pré-adolescente. Sei lá, pra saber essa tem que ser fã hardcore do negócio mesmo.

Edgar se emocionou com as cenas de antigamente – pelo visto ele não as vê tão frequentemente quanto nós, que assistimos ao SBT – e claro, se emocionou, ao falar do amigo Ramón Valdés. Mas ele não estava sozinho: muitos, na plateia, também se emocionaram, gente de dentro do meio CH (como uma cosplayer da Chiquinha que esteve no Chilango em 2009) e de fora também.

No último bloco, surpresa: Vivar aparece à caráter, de bigode, terno e gravata. “É a primeira vez que eu chego aqui e não sou recebido com uma pancada!”, ele disse (em versão brasileira Zérobert Ríxers). Só que deu a impressão que o departamento de figurinos do SBT pensou nele em 1979, não nele agora, pelo visto o terno era do sr. Jacinto Madruga… O cabelo tudo bem, porquê ele já chegou a interpretar o Sr. Barriga careca, nos anos 80.

E depois de ter feito participações em Hollywood, falando inglês, Vivar vai voltar às novelas, sob a direção de Roberto Gómez Fernandez, o filho do Chespirito. (Fernandez deve ser “SILVA” no México, pelo visto, e é quase o sobrenome do meu patrão, que não é mexicano.)

Ratinho também faz um agradecimento revelador e surpreendente: à equipe de cenografia do SBT, que transformou o palco de seu programa na Vila do Chaves. Ele diz que eles atendem tudo o que ele pede, fazem tudo direitinho para ele como se fosse para o Silvio Santos.
É, mais ou menos, rapeize, tá mais para o terceiro pátio. O barril do SBT já foi frequentado por aquele boneco do programa da Jackeline Petkovic. Jááá no evento FBV2 eles vão fazer uma réplica da vila, que essa eu não quero perder mesmo.
Mas isso é interessante porquê mostra a capacidade ociosa do SBT. Às vezes dá a impressão de que o SBT só não é o número 1 do Brasil porquê eles não querem, sei lá.

Ratinho também deixou uma interessante possibilidade no ar: entrevistar o “Seu Barriga da Vida Real”, digo, digo… Rubén Aguirre (sacanárre, um parente meu tomou cortisona, que nem o Rubén, e aí eu entendi o que se passa com ele. E a dona Consuelo Aguirre perdeu a perna naquele acidente de carro… essa eu não sabia. 😦 )
O que é interessante, porquê Rubén nunca foi entrevistado por programas de TV brasileiros, a não ser uma breve participação como Sargento Refúgio (personagem então desconhecido) no Viva a Noite, com Gugu Liberato. Podem rolar altas revelações (sem referência aos presentes!)

Este FBV2 não está se candidatando à presidência, mas promete! Nesta sexta feira, então, o programa do Ratinho recebe Carlos Villagrán e, de quebra, Nelson Machado. No lo piêrdas!

Anúncios

Fomos no Chilango com o Polegar Vermelho em 2009. Vej… digo, por enquanto, leia o que rolou.

Cheguei as 10 da manhã, todo parapetado com os equipamentos de som. Um dos microfones que foi usado no evento “ERA MÊ-Ô!”, o mesmo da Rádio Salt Cover. Ainda bem que eu trouxe, senão só ia ter um…
Por pouco não perco o humor com a trilha sonora desses momentos até o meio dia: a rádio Nativa FM, com sertanejo e pagode. Eu até curto um ou dois de cada, mas é tudo coisa que eu não conheço, e com uma estranha preferência por shows ao vivo onde a galera canta metade da música ou mais no lugar dos cantores. Mas este post é sobre eventos CH, cáspita!  A galera demora um pouco pra aparecer, mas aos poucos já vão surgindo os convidados e os cosplayers que fazem parte do Fã-Clube Chespirito Brasil, como Frazão, Manfredini e seus blue caps.

Episódios passam no telão. De poprósito, nenhum deles “normal” no SBT, a não ser as partes que são exibidas do Alfaiate Valente do Chapolin. Só que só lá vimos a terceira parte. E tudo coalhado de músicas, que… pô, podiam ser legendadas, pelo menos, assim como as daqueles seriados da Disney, quando eles eram no SBT. Mas não são ruins, não, nessa o Chespirito mandou bem.

A imprensa esteve lá! O UOL tirou fotos, inclusive em plena rua (queria eu ter essa cara-de-pau pra fazer vídeos), o R7 também mandou representantes (me deu uns calos frios), o SBT Brasil esteve lá (aliás, gente phiníssima, até deixou uns fãs CH tirarem fotos com o microfone do SBT), mas quem PAROU O TRÂNSITO foi o trio parada dura do Pânico na TV: Sabrina, Alfinete e Zina.

Chaves, e brilha muito no SBT
Já havia notado a van da RedeTV! estacionada em uma rua próxima. Me perguntava quem estaria ali. Depois eu me lembrei que Zina parecia gostar muito das séries CH, ele já mandou salve pro Seu Madruga, sem ter nada a ver com a matéria.

Na verdade, Alfinete foi quem saiu antes de todo mundo, provavelmente para sondar o ambiente. Reconheci ele logo de cara – bom, com o seu novo personagem Cabritto Jr. isso não é difícil. Quem diria, logo ele que em 2008 era o grande mistério do Pânicast, do Universo Pânico, ali a poucos metros de nóis, ténica.
Foi demorando, mas eles começaram a gravar do outro lado da rua, já juntando uma multidão, boa parte dela saída do nosso evento. E eles começaram a se aproximar. Alfinete destacou a placa “En esta besida están proividos los hanimales y los niños chiquitos”. E não é que ele sabia para que servia essa placa?… Eu estava a menos de 1 metro deles, do lado de dentro, gravando com a nossa DCR-TRV110 vieja de guerra.
Eles entram. E o calor, e a multidão superaram de longe a primeira palestra de dubladores CH da história, em 2005, no colégio Maria Imaculada.

Seguranças, à serviço da RedeTV!, deixam a galera um pouco longe – talvez, para quem assista, o evento pareça meio “vazio”, sei lá, mas tinha A GALERA, uma mini-torcida do Flamengo , do outro lado. Pelo menos eles não se importaram com a minha gravação – também, tinha um monte de celulares fazendo o mesmo… Noto que eles gravam bem rápido as matérias! Na verdade, parece que Zina improvisa e Alfinete e Sabrina correm atrás, sei lá, é o que parece. Logo eles sobem ao segundo andar do Chilango e interagem com Frazão (Prof. Girafales Cover) e Manfredini (Chaves Cover).Quase flagro Zina jogando a “bola do Quico” no andar de baixo, felizmente era uma bola levíssima e só assustou pelo inesperado da situação.
Desço. Pouco tempo depois, Zina vai ao banheiro e passa por mim sem me perceber, apenas gritando: “Não quero falar com ninguém!” Noto alguns olhares surpresos. Eu, estranhamente, estava preparado para aquilo, porquê tinha em mente a matéria em que o programa prestou solidariedade ao Zina após ele ter sido preso, e sabia que Zina era mais ou menos assim. Mas eu tremi uns 2 graus na escala Richter nas bases, afinal o sujeito que disse isso era mais alto do que eu (sendo que 75% da população brasileira é mais baixa do que eu, ainda explicarei esse assunto).
A matéria acaba repentinamente. Nem percebi que eles tinham gravado um final. Talvez o calor (por causa da multidão) não tenha agradado ao mais famoso morador da Xurupita, mas o que eu mais desconfio é que Zina estivesse desconfortável por ter “pulado” um cigarro, que ele quase acendeu em pleno restaurante, com lei antifumo e tudo. Enfim, pareceu que tinha passado um furacão no evento. Depois que a poeira abaixa, Sabrina tira algumas fotos com os fãs, e Alfinete compra uma camiseta da Punch. O repórter do SBT Brasil ficou ligeiramente “avulso”, como eles dizem…
Assista, enfim, a matéria que foi exibida no Pânico na TV em 20 de dezembro. Eu apareço de relance, olhando pra baixo, no visor da cãmera. E percebo que gravei algumas cenas inéditas?!… Êita!

Um ponto extremamente positivo é que a matéria do Pãnico na TV abordou o fato, geralmente ignorado nas matérias SBTísticas, de que o SBT reprisa alguns poucos episódios, quando poderia estar exibindo muito mais deles, são os chamados episódios perdidos. Um dos mais lembrados, por exemplo, é o episódio no qual Quico engole um radinho de pilha. Não, você não está louco: quem está é o SBT, de manter isso engavetado.  Saiba tudo sobre este assunto em Volta Perdidos CH.

Energia que dá gosto.
Eu estava me acabando em suor, mas dois péquenos gárotos, que vieram de Peterete e Chómpiras não saiam dos personagens mas nem a pau. Esses aí vão ser grandes cosplayers no futuro… (E são fãs mesmo, porquê pra você ver esses personagens em ação, só em DVD, os episódios com eles são perdidaços!) Eu sou péssimo nisso, tem gravações que eu estou imitando vozes e a imitação se desfaz no meio. E eles imitavam muito bem os tapas que faziam Chómpiras inspirar um tal de Michael Jackson. Estes acabaram também aparecendo nas fotos do UOL.

E depois de muita espera, finalmente começa a palestra mais esperada, com os dubladores Gustavo Berriel (é de casa, mas esse dubla, e na Herbert Richers!), Cecília Lemes, Sandra Marah (as duas dubladoras da Chiquinha, pela primeira vez simultaneamente ao mesmo tempo, como provavelmente diria o Seu Madruga!), Osmiro Campos (dublador do Prof. Girafales e estreante total em eventos) e Silton Cardoso (o Godines). Infelizmente enfrento alguns problemas com a câmera e não faço as perguntas que gostaria de fazer. Mas parece que a galera se amarrou e recuperamos-nos completamente do furacão Zina.
Cumprimento Osmiro e Silton depois (até disse uma frase que talvez nem eles mais entendam: “Versão, Maga!”…) e, pena que não tive a cara de pau que teve um dos que pediram autógrafos, que gravou Cecília e Osmiro dizendo a enigmática frase “Qual é o poder de luta do Kakarotto?” (Mas eu por acaso descobri do que se trata, é um trecho de Dragon Ball Z onde há uma frase polêmica. A resposta desta frase em japonês, português, etc. é “Mais de oito mil!”, mas isso foi traduzido em inglês como “mais de nove mil”, em um curioso caso de versão americana. Veja aqui como a Desciclopédia trata o assunto.)
Ao contrário do primeiro Festival da Boa Vizinhança (em um distante 2005) eu não estava mais tão phaminto, mas cansado pra caramba. E, contrariando a tradição besta é a sirene da ambulância daqui de casa, estiquei a permanência, conversei um pouco mais com o pessoal do Fã-Clube. E, okay okay: Há uma expectativa a respeito de que haja um segundo Festival da Boa Vizinhança vindo aí.  Vamos torcer, como se fosse pra Copa. Este foi mais um evento CH. E que venham os próximos, com Pânico e tudo!

Ah, porquê este assunto só saiu agora? Estive trabalhando Zenon Barriga Y pesadamente todo este final de ano, incluindo o próximo dia 3 de janeiro. Escrevo este texto dia 1º de janeiro, porquê é feriado, se não fosse…

Adivinha quem está chegando aí de nuevo?

Ele mesmo, o evento CH no Chilango! Dia 12/12, Vamos ao Chilango com o Polegar Vermelho?… Não, não é pra você pintar o dedo e… Ah, vocês entenderam!
Nesta edição, abordando os mega-fâquim-desgraçêiteds Episódios Perdidos! E fazendo um encontro oficial do movimento Volta Perdidos CH. E se tudo der certo, pela primeira vez em um evento CH, Mr. Osmire Fields!
Que foi o primeiro dublador CH que eu soube quem era. Em 1992 ele falou ao Fantástico sobre um episódio meio chato envolvendo dívidas trabalhistas. Bem, 1992, lote de 92, reconheci a voz na hora. Ainda mais por ter assistido aos filmes Jabberwocky e A Vida de Brian, exibidos naquele ano e dublados pela Marshmallow, com muitos dos dubladores das séries CH, e neste último, Osmiro é o apresentador [pessoa que diz o título do filme, “versão brasileira fulano de tal”, etc.]. E phinalmente, se Deus quiser, le Professeur Girafales, Lucas, Shory e outros personagens, entre nós!!

Ah, além disso, o inesperado e inacreditível encontro de duas chicas, digo, de duas Chiquinhas! Sandra Marah (a da dublagem clássica, Programa Chespirito da CNT e Maria Antonieta em Sueños y Caramelos) e Cecília Lemes (lotes de 1988 e 1992 do clássico, Clube do Chaves e Maria Antonieta em todos os episódios de Chapolin que não foram cancelados) estarão cara a cara (sem Marília GabriHerpes) pra você phinalmente aprender e perceber a diferença – eu sei quem é quem, mas tem gente que não consegue distinguir.  É o conphronto do “A-B-C-D-E-ZZZ” contra o “Uéé uéé uéé”!

Más uma promocción do inenarrável Fã-Clube-Chespirito-Brasil!
Mais informaçãs aqui!

I found the grêêê-itest…

Atenção, São Paulo! E você achava que este site (e este blog) aqui ia ficar juntando poeira, só porquê o SBT tá mais pra lá do que pra cá, a Televisa fica barbarizando no IúTúbiu e o Bolaños reluta a visitar a Terra Brasilis? Mas nem!! Levanta, sacode a poeira e dá a volta, Porcina! Algo assim…

Em 9 e 10 de maio, vem aí a Balada da Boa Vizinhança!! Aguardemmm!! Maiores informações no site do Fã-Clube. E no horizonte, um novo dia ainda há de nascer, pois já dizia a canção gospel, “nunca houve noite que pudesse impedir o nascer do sol”.

Review do segundo evento no Chiuaua (2007), hoje Chilango

“Olha lá, o Senhor Barriga!”

– Cassiano Ricardo ao notar Igor C. Barros na platéia
Pois é, Brasil, estive em mais um evento CH, embora um pouco menos devido ao cansaço e ao calor. Não sei bem o que aconteceu, mas realmente no outro sábado eu estava mais “pra cima”, sem falar que aqui em casa me pediram encarecidamente em três vias registradas em cartório na Vara Cível de Marmelo para que eu voltasse enquanto ainda estivesse dia (e depois reclamam da mãe do Filipe Chambom do FUCH, eu talvez tenha idade pra ser pai dele…) Mas vamos aos destaques de mais um evento CH.

EU VOU PARA ACAPULCO TOMAR BANHO DE SUOR
O restaurante era o Chiuaua, mas parecia outro lugar do México hoje: Acapulco, na descrição de Chaves: muita gente, praia e sol, com exceção da praia. E que sol, minha gente. E que gente, meu sol. (Fiquei com vontade de ter ido na Convenção Jovem Ainda, onde ao menos tinha ar condicionado…) No horário em que cheguei, acho que haviam mais de 60 pessoas, muito mais do que no outro dia, inclusive no andar superior, que no outro sábado ficou às moscas (calma, nenhuma delas parou pra tomar um cafezinho…) Muitas delas, inclusive, aparentavam não ter nada a ver com o meio CH, eram frequentadores do local, mesmo, vindo com os filhos, inclusive, muito bacana. Aliás, me chamou a atenção uma pessoa que aparentava mais de 40 anos e estava de “anteninhas”, fez pergunta pros dubladores e tudo! Me senti motivado, depois dessa…

CHURROS CHURROS, OLHA OS CHURROS
A equipe do Fã-Clube foi reforçada por um Seu Madruga II, que inclusive vestiu o uniforme de vendedor de churros! Não contive o riso ao ver o avental idêntico ao do episódio que eles fizeram, escrito “Churros Doña Florinda”, ficou demais aquilo, até aquele ‘pompom das paquitas com sérias restrições orçamentárias’ ele tinha. Pena que de novo a verba foi insuphiciente para eu conhecer os churros do Chiuaua.
Mais uma vez a galera do FC tirou fotos com alguns frequentadores do local. E parece que as vendas, desta vez foram buenas, inclusive da rifa do Nhonho da Abekas. Eu me senti meio extraterrestre, porquê eu não me interesso em colecionar objetos CH (o meu quarto já está suficientemente atulhado com as coisas que eu mesmo crio no papel, cassetes, CDs e VHS…), enquanto que teve gente comprando 10 números da rifa! (PS: Não sei por quê, mas achei o Nhonho da Abekas a cara do Jaime Palillo da New Kids…) Bem, para quem conseguiu, parabienes. Ah, mais uma equipe da imprensa esteve no local, desta vez, da AllTV. E a AllTV tá bem, hein? Eles usaram uma câmera de alta definição, dois modelos acima da que eu uso no serviço, e que eu já falei aqui, tem o preço de um carro!

Curiosamente, esteve brevemente no local alguém que eu reconheci, de fora do meio CH: uma pessoa muitíssimo parecida com “Alan, o Produtor”, do Pânico na TV… sei lá se era ele mesmo!  Não sei, mas me marcou a fisionomia dele, porquê quando ele aparecia no vídeo, o Vinícius “Gluglu” disparava um “Você não vai com a minha cara?…” [EDIT: Alan passaria à diretor do programa, e cáspita, depois de uma pequena busca no Google pra refrescar a memória: se não era ele, era algum irmão gêmeo!]

Durante o evento eles tiveram a idéia de fazer provas que remetem ao universo CH, como equilibrar vassoura no pé e jogar bilboquê de lata (eles fizeram dois, idênticos ao da série. Puts, aliás, parabéns pro pessoal do FC que fez essa parte, estou vendo que o próximo FBV vai ser muito melhor com esses itens a mais que vocês estão providenciando.) Não peguei a prova do bilboquê, saí antes, mas o vencedor da primeira equilibrou uns 21 segundos, o Gustavo Alves (sacanagem com o cara, chamei ele de um pseudônimo que ele não usa mais, desculpa aí, Gustavo!) do FUCH – fórum que phinalmente marcou presença um pouco mais pesada, tá certo que eu lo soy un poco, mas não posso representar à todos… 🙂.
Este ganhou um Chavão da Acalanto, aquele que você puxa a cordinha e ele diz: “Os jovens de hoje serão os velhos de amanhã” (zoei!) Mas segundo ele mesmo, um monte de gente no metrô ficou olhando pra ele e para aquele boneco do Chaves de meio metro…

DUBLADORES RELEASING THE VERBS

Depois de uma longa espera, começa a entrevista com os dubladores da vez: Nelson Machado, Cecília Lemes e Cassiano Ricardo, além do sr. Nicola, dono do estúdio Ecos (não sei como se escreve), onde foi dublado o “Clube do Chaves”. (Falta eu saber mais dados, pra corrigir a tabela dos dubladores CH no site, ãhn?)
E ficamos sabendo de algumas coisas que poucos sabiam: Clube do Chaves tinha um título provisório de “As novas aventuras do Chaves”. Topo Gigio (que já foi dublado por CR) tinha uns 5 bonecos idênticos, não era o mesmo em todas as cenas… Quem diria, hein?

Os três tem histórias curiosas que os cercam. Nelson Machado e Carlos Villagrán nasceram com dois dias de diferença [EDIT: eles tem o mesmo signo, para aqueles que acreditam, Nersão é mais nuevo que Carlos, uns par de anos aí!]. Cecília Lemes e Maria Antonieta de las Nieves começaram a dublar aos 9 anos de idade. E Cassiano Ricardo passou pela TV Cultura, na qual passaram também Marcelo Gastaldi (nos anos 60) e Tatá Guarnieri (nos anos 80/90) – ou seja, será que depois de Tatá virá Fernando “Garibaldo” Gomes?….

Os bordões não foram tão ditos assim pelos dubladores, mas ao menos foi legal relembrar os bordões do Cassiano Ricardo, que precisou ver alguns DVDs na hora para se lembrar como eram as vozes – inclusive do “locutor”, que também era ele. “Divirta-se agora com mais uma consulta do Dr. Chapatin!” – é claro que esse texto é criação da dublagem brasileira, isso nunca houve no programa Chespirito original, mas não ficou ruim não… [pretexto para aumentar o número de comentários detected]
A galera rachou o bico principalmente com o Dr. Chapatin (sobrou até uma ‘bonecona’ para o quarto integrante da mesa, o dono do estúdio Ecos). Cassiano disse que em personagens que Gastaldi não dublou (Chaparrón, Dom Caveira) ou fez menos (Dr. Chapatin, Chómpiras) ele foi mais livre, mas em Chaves e Chapolin ele foi mais pelo Gastardi. Eu falei bordões, mas Cassiano improvisou bem pra caramba, e aliás, as vozes são realmente bem diferentes de sua habitual, não tinha notado isso. Ah, ele também foi o Topo Gigio, claro… ele recebeu esse papel porquê Ricardo Marzullo, o dublador original, não estava querendo vir ao Brasil por motivos aleatórios – Marzullo é italiano e, desde os anos 60, é a voz “ophisial” do personagem em vários idiomas, alguns deles sem entendê-los, como japonês!! Então espanhol, como no quadro onde ele contracena com o Dr. Chapatin, é moleza.

Cecília Lemes deu alguns detalhes de su career que eu desconhecia. Assim como Mário Lúcio e Marcelo Gastaldi, ela também trabalhou na TV Paulista (a cada dia que eu descubro coisas desse canal, penso que ele deveria ter sido muito bom…) e ela fez parte de um programa infantil, “Zás Trás”, onde ela foi uma espécie de paquita (ou de “Brendette”, enfim), e foi no começo dos anos 70 que aconteceu o episódio onde ela fez parte de um filme sem som direto e acabou dublando a si pruépria, depois de alguma insistência à la Chiquinha… e desde 1978 ela se dedica écscrusivamente à dublagem. You should be dubbing, yeah.

Nersão botou a galera abaixo com algumas frases levantadas na hora – embora elas saíram diferente do original, mas, que importa, coma torta! Como por exemplo: “O que eu quero é ser o Luís Pereiraaaaaaa!!!”
Eu só acho que faltou uma coisa, e que não pode faltar no próximo evento, seja onde for: pedir pro Nelson fazer as vozes dos outros personagens do Carlos Villagrán, como o Chinesinho ou o Carlitos “Fredegundo”, para mim, tão bons quanto o Quico e que sempre passam despercebidos. Dá pra ficar sério naquela cena onde Carlitos toca maracas e canta: “Meu amooor… Você é minha vida… wa wa wa wa… Perdããão, não quis te ferir, querida…“? Pra muita gente esse é um dos momentos mais engraçados da série.

Mas a discussão mais interessante, curiosamente, viria de uma meia-reclamação a respeito de dublagens mal feitas. Cassiano Ricardo diz já ter visto, em um filme, uma criança de colo que tinha uma fala: “Foi terrível, mamãe”… Tipo assim, ?! “Isso é um anão!”, disse ele (talvez seja a filha do Thavakala…) Fora outra cena, a de um homem que conhecia o bandido que fazia sua filha refém sob a mira de uma arma, que se chamava Matt. Aí o homem diz: “Matt, minha filha!” só que com MATT aportuguesado (leia a frase em voz alta desse jeito). Essas coisas realmente deveriam estar no YouTube, como já estão as “Pérolas da Dobragem [dublagem] portuguesa”, curiosamente levantadas pelos próprios portugueses, alguns acham – assim como certos brasileiros – que as adaptações deles vão longe demais… procure por “dobragem portuguesa” antes que seja tarde.
Cecília Lemes explica: a boa dublagem começa na tradução… e ela já pegou algumas pedreiras, como dublagens que pulavam algumas falas que ela deveria dizer!!! Além disso, há filmes nos quais os dubladores não sabem o que estão dublando, passam a cena uma ou duas vezes e saem gravando, sem dó nem piedade. E deixa a vida lhes levar, vida leva eles. Em São Paulo são cerca de 20 estúdios, localizados em tudo quanto é lugar da cidade (tem até estúdio perto do Chiuaua, a Centauro é na Alameda Santos), e muitas vezes os dubladores precisam ir em vários estúdios em um dia só, tal como já me disse o dublador Silas Borges (aliás, cadê usted, rapeize?), enfim, é uma correria desgraçated.

E chego a uma conclusão… como as séries CH são queridas hoje em dia. Antes era só Chaves, mas muita gente começa a curtir inclusive Chespirito da CNT e Clube do Chaves. Muitos dos fãs de cultura popular japonesa (anime/manga/tokusatsu) também curtem as séries CH. Sei não se já já seremos páreo, numéricamente falando, para convenções de fãs de Star Trek! Te cuida, capitão Kirk! Pede pra sair!! [piada fora de moda detected]

A PARTIDA (NÃO A DE “OS IGUAIS”, DESTA VEZ, PARA CASA)
Cansado, com calor e com uma dor estranha no meu tornozelo, que surgiu ontem, querendo voltar, eu phui embora mais cedo do que eu mesmo gostaria (sacanarre da minha parte, não vi o Charrito dublado pela Maga.) Até pensei durante o caminho se eu estaria virando um Mário Vilella cover, já que o Cassiano me chamou de Sr. Barriga, e em 2003, funcionários da AllTV acharam que eu era o dublador desse personagem, e agora estou exausto como ele estava em suas últimas dublagens, no Studio Gabia… Exausto por causa do trabalho, pesadíssimo, principalmente no final de ano e nos finais de semana.
Participei, porém, parti. Não sem antes ser surpreendido por alguém, entre os fãs, que cantarolava: Com quantas letras se escreve Natal?… Com quantas letras se escreve Natal?…
Poots, pra mim foi uma honra que cantassem uma canción ausente das séries CH. Quem sabe no próximo a galera esteja cantando Viva o Rex, Zicky Zira é Animal, Eu e você(Currupaco) dos Nampsons e outros grêitest ríts…

Valeu a todos que participaram, inclusive os de fora do nosso meio, que vieram com os filhos e tudo o mais! Eventos CH é a gente que faz, o resto o FC corre atrás! Até o próximo (mas ainda sonho em degustar pítsas por aí, como faz a divisão fluminense do Fã-Clube. E até o segundo FBV!!

Obrigado!

Obrigado a você que “foi ao Chiuaua com o Polegar Vermelho”!

Resumo do primeiro sábado do evento no Chiuaua (nov/2007)

EVENTO:
IT’S WIND! Digo…
Eu fui, Brasil. Não é fácil me arranc… digo, tirar de casa. Mas eu estive no Chiuaua. E aqui vai um arremedo de review del eviento. Com os seguintes destaques, abre-alas e comissão de frente:
#————————————————————————————
O “Polegar Vermelho em pessoa”, “Chaves”, “Seu Madruga” e o “Professor Girafales” estavam lá e até tiraram fotos com alguns visitantes. Craro, eram alguns dos organizadores do FC. Aliás, cheguei praticamente junto com eles ao restorã. (Que aliás, é bão e merece a sua visitinha qualquer dia desses.) Embora um deles tenha me surpreendido, o “Madruga” tocava violão e sabia usar nunchaku (aquela arma do Michelangelo, das Tartarugas Ninja.) Mas o melhor mesmo era sua imitação de Carlitos “Fredegundo”…
#————————————————————————————
Pela primeira vez em quaisquer tipos de eventos, Sandra Marah, Mário Lúcio e… hã?! Marta Volpiani?! É isso mesmo, Brasil. O pior é que os três eu reconheci de cara, e não apenas quando começaram a falar… E quer saber? Myths busted!! Tanto é que é muito provável que eles estejam no próximo evento CH aos moldes tradicionais. UHÚ! Nós somos “ferizes”!!…
Sandra e Marta agradeceram aos fãs o carinho e a valorização do trabalho deles – aliás, Marta afirma que a valorização da dublagem começou entre os fãs CH!… Será?! Essa eu não sabia! Eu sempre achei que começou com isso foram os fãs de Guilherme Briggs, houve uma época em que ele “se jogou” na Internet (até fórum ele tinha), e ao perceber que eu estava nela, “sumiu”. Droga, um a menos para desenhar os meus personagens, mas vamos em frente.
[EDIT: Segundo Mário Lúcio, isso também começou com a dublagem de Cavaleiros do Zodíaco na Gota Mágica, em 1994, que abria as portas para entrevistas de jornalistas e fãs!]
#————————————————————————————
Os fãs surpreenderam Mário Lúcio, cantando em coro algumas cancciones, como Seu Madruga, Chiquinha e… A Partida, música do grupo Os Iguais, do qual Mário e Marcelo Gastaldi fizeram parte, por essa, ninguém esperava mesmo.
#————————————————————————————
Recomendo um certo cuidado ao comer os burritos e tacos – na verdade, as panquecas da Dona Clotilde e as do antigo dono do restaurante da Dona Florinda são tacos. É bom, mas aquilo em determinado momento, se abriu como uma flor nas minhas mãos… deve ser a falta de prática, claro, yo soy brasileño, como nô? Não é legal comer de pé aquilo, portanto.
Em compensação, gostei dos nachos (aquele negócio que parece o salgadinho Doritos). Comi com molho salsa, bem apimentado – não costumo comer pimenta mas de jeito maneira… [Dando uma de Paulo Henrique Amorim, podemos dizer que há três coisas que estão afastadas da minha vida: pimenta, porta-retrato e montanha russa. A menos que eu me case com uma mulher que as curta, ou nem isso…] E o mais incrível é que… me fez bem!! Eu estava com as costas coçando pra caramba por ter usado em casa um sabonete ao qual eu sou alérgico, e as coceiras acabaram! Eita pimentinha danada de boa, sô. (desta vez o fruto da pimenteira, não a personagem dublada por Sandra Marah em Snoopy…)
#————————————————————————————
A produção do evento foi dez. Pelas paredes, reproduções de obras de arte que marcaram a série, como o Topo Gigio de Bigodes, o retrato de Lorenzo de Médicis, o quadro do banqueiro que levou um tiro, o retrato falado do Tripa Seca… Em uma das salas, Seu Madruga esmagado no chão, e a participação muito especial dos churros e dos sanduíches de presunto do quarto do Nightmare…
#————————————————————————————
O evento foi palco de algumas revelações (se bem que hoje em dia, com as fotos digitais, ninguém mais sabe o que é isso, tô ficando velho, rapeize…). Feroz & Maumau (seriado idealizado pelo dublador de chaves, Marcelo Gastaldi, cujo piloto foi descoberto recentemente pelos fãs) foi dublado (essa eu já desconfiava) porquê o som direto ficou horrível. E a série chegou a ser aprovada pelo SBT! Só que só não foi pra frente, porquê a emissora estava totalmente falida (era antes da era Tele-Sena).
#————————————————————————————
Eu já disse no site que os vendedores estrangeiros de episódios tem um vasto território a ser explorado no Brasil. Mas pensando melhor, a escala disso é bem menor: os vendedores de episódios brasileiros tem um vasto território a ser explorado… em mim! Mais pra noite, foram exibidos alguns episódios legendados, totalmente inéditos para mim, e incusive, conheci um pouco mais sobre o filme El Chanfle, que segundo o pessoal que assistiu, não é porquê é do Chespirito, mas o filme seria ótimo – até mesmo o pai de um deles, que não curtia CH, gostou do filme. Não dava tempo pra passar o filme inteiro, mas eles fizeram questão de exibir a música Nacer, cantada por Julie Andrews, digo, Florinda Meza. É no mesmo nível, talvez até melhor, musicalmente falando… Ah, El Chanfle [no caso, o personagem no filme, não eventuais usuários de fóruns com esse pseudônimo] tem algo em comum com o Chaves: é um cara que ninguém sabe o nome e todos chamam pelo apelido.
#————————————————————————————
E atenção, esta acaba de chegar. Matéria no SBT Brasil gravada hoje acaba de ser écsibida e gravada por mim. Por mim e pela torcida do Corinthians, já já deve estar no YouTube.
E o que eu imaginava, aconteceu: embora entrevistado, Mário Lúcio foi ‘limado’ da matéria. Ele move um processo contra o SBT relativo à direitos conexos. De resto… esta pode se considerar a minha primeira aparição na TV aberta. Eu estou de casaco cinza, de costas, ao lado do Chapolin… E o SBT tá bem das pernas, hein? A matéria foi gravada no sistema XDCAM, em vez do sistema DVCAM, que o pessoal do meu serviço, pra adotar, vendeu o café da manhã, o almoço e a janta.
PS: O maior fã-clube do mundo? Foi o Berriel que escreveu o texto da reportagem, por acase?… Só quero ver o que vão dizer lá no FUCH, ré ré…
#————————————————————————————
Ah, quer saber? Vou lá de novo!… Sábado que vem, dia 1/12, parece que teremos por lá Nelson Axe and Cecília Helms. A bagunça continua, companheiros. Chaves and Chapolin exists!!
E aí, o que acharam do review ou do evento? Comentem! “Eu acho….” E você, fale-se!