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Festival da Boa Vizinhança II vem aí… mas Vivar e Villagrán já estão aqui!

Edgar Vivar e Carlos Villagrán já estão no Brasil. Villagrán assistiu a partida do São Paulo pela Libertadores e até vestiu a camisa do time, a de Rogério Ceni, sendo ovacionado pela torcida tricolor. APRENDE AÍ, PARREIRA!
A Desciclopédia deitou e rolou, afinal eles consideram Kiko como um dos pioneiros do movimento Emo. Villagrán também esteve em uma churrascaria, segundo o Twitter do Fã-Clube, a melhor de São Paulo. Ê laiá, como diria o dublador deste.

E Edgar Vivar hoje deu a sua segunda entrevista para a TV brasileira, e ao vivo. E no SBT mesmo, não no Bixiga.
No Programa do Ratinho, o Fã-Clube Chespirito Brasil ocupou parte da plateia. Edgar surpreendeu pela magreza, ele perdeu mais de 80 quilos e agora é mais magro do que eu, tá com dois dígitos! E ele conheceu seu novo dublador, Gustavo Berriel (na verdade é metade da história, o Sr. Barriga também foi dublado por Gilberto Barolli.) Eles até dublaram um bordão em tempo real.

Uma coisa positiva foram os vídeos que o SBT preparou. O pessoal caprichou na edição, mostrando inclusive cenas desconhecidas dos programas de Chespirito feitos antes de Chaves existir, e até mesmo cenas dos filmes, como El Chanfle (Será que Marcelo Gastaldi conseguiu inventar um nome pra ele?…) e Charrito. E não errram uma. Só disseram uma informação controversa, de que Chiquinha não era filha do Seu Madruga. É que essa possibilidade não é de todo absurda, porquê fãs descobriram que Maria Antonieta de las Nieves interpretou em 1970 ou 1971, antes de Chaves ser criado, uma outra personagem que também se chamava Chilindrina, só que usava um vestido rosa e parecia, digamos, uma garota mais velha, pré-adolescente. Sei lá, pra saber essa tem que ser fã hardcore do negócio mesmo.

Edgar se emocionou com as cenas de antigamente – pelo visto ele não as vê tão frequentemente quanto nós, que assistimos ao SBT – e claro, se emocionou, ao falar do amigo Ramón Valdés. Mas ele não estava sozinho: muitos, na plateia, também se emocionaram, gente de dentro do meio CH (como uma cosplayer da Chiquinha que esteve no Chilango em 2009) e de fora também.

No último bloco, surpresa: Vivar aparece à caráter, de bigode, terno e gravata. “É a primeira vez que eu chego aqui e não sou recebido com uma pancada!”, ele disse (em versão brasileira Zérobert Ríxers). Só que deu a impressão que o departamento de figurinos do SBT pensou nele em 1979, não nele agora, pelo visto o terno era do sr. Jacinto Madruga… O cabelo tudo bem, porquê ele já chegou a interpretar o Sr. Barriga careca, nos anos 80.

E depois de ter feito participações em Hollywood, falando inglês, Vivar vai voltar às novelas, sob a direção de Roberto Gómez Fernandez, o filho do Chespirito. (Fernandez deve ser “SILVA” no México, pelo visto, e é quase o sobrenome do meu patrão, que não é mexicano.)

Ratinho também faz um agradecimento revelador e surpreendente: à equipe de cenografia do SBT, que transformou o palco de seu programa na Vila do Chaves. Ele diz que eles atendem tudo o que ele pede, fazem tudo direitinho para ele como se fosse para o Silvio Santos.
É, mais ou menos, rapeize, tá mais para o terceiro pátio. O barril do SBT já foi frequentado por aquele boneco do programa da Jackeline Petkovic. Jááá no evento FBV2 eles vão fazer uma réplica da vila, que essa eu não quero perder mesmo.
Mas isso é interessante porquê mostra a capacidade ociosa do SBT. Às vezes dá a impressão de que o SBT só não é o número 1 do Brasil porquê eles não querem, sei lá.

Ratinho também deixou uma interessante possibilidade no ar: entrevistar o “Seu Barriga da Vida Real”, digo, digo… Rubén Aguirre (sacanárre, um parente meu tomou cortisona, que nem o Rubén, e aí eu entendi o que se passa com ele. E a dona Consuelo Aguirre perdeu a perna naquele acidente de carro… essa eu não sabia. 😦 )
O que é interessante, porquê Rubén nunca foi entrevistado por programas de TV brasileiros, a não ser uma breve participação como Sargento Refúgio (personagem então desconhecido) no Viva a Noite, com Gugu Liberato. Podem rolar altas revelações (sem referência aos presentes!)

Este FBV2 não está se candidatando à presidência, mas promete! Nesta sexta feira, então, o programa do Ratinho recebe Carlos Villagrán e, de quebra, Nelson Machado. No lo piêrdas!

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Fomos no Chilango com o Polegar Vermelho em 2009. Vej… digo, por enquanto, leia o que rolou.

Cheguei as 10 da manhã, todo parapetado com os equipamentos de som. Um dos microfones que foi usado no evento “ERA MÊ-Ô!”, o mesmo da Rádio Salt Cover. Ainda bem que eu trouxe, senão só ia ter um…
Por pouco não perco o humor com a trilha sonora desses momentos até o meio dia: a rádio Nativa FM, com sertanejo e pagode. Eu até curto um ou dois de cada, mas é tudo coisa que eu não conheço, e com uma estranha preferência por shows ao vivo onde a galera canta metade da música ou mais no lugar dos cantores. Mas este post é sobre eventos CH, cáspita!  A galera demora um pouco pra aparecer, mas aos poucos já vão surgindo os convidados e os cosplayers que fazem parte do Fã-Clube Chespirito Brasil, como Frazão, Manfredini e seus blue caps.

Episódios passam no telão. De poprósito, nenhum deles “normal” no SBT, a não ser as partes que são exibidas do Alfaiate Valente do Chapolin. Só que só lá vimos a terceira parte. E tudo coalhado de músicas, que… pô, podiam ser legendadas, pelo menos, assim como as daqueles seriados da Disney, quando eles eram no SBT. Mas não são ruins, não, nessa o Chespirito mandou bem.

A imprensa esteve lá! O UOL tirou fotos, inclusive em plena rua (queria eu ter essa cara-de-pau pra fazer vídeos), o R7 também mandou representantes (me deu uns calos frios), o SBT Brasil esteve lá (aliás, gente phiníssima, até deixou uns fãs CH tirarem fotos com o microfone do SBT), mas quem PAROU O TRÂNSITO foi o trio parada dura do Pânico na TV: Sabrina, Alfinete e Zina.

Chaves, e brilha muito no SBT
Já havia notado a van da RedeTV! estacionada em uma rua próxima. Me perguntava quem estaria ali. Depois eu me lembrei que Zina parecia gostar muito das séries CH, ele já mandou salve pro Seu Madruga, sem ter nada a ver com a matéria.

Na verdade, Alfinete foi quem saiu antes de todo mundo, provavelmente para sondar o ambiente. Reconheci ele logo de cara – bom, com o seu novo personagem Cabritto Jr. isso não é difícil. Quem diria, logo ele que em 2008 era o grande mistério do Pânicast, do Universo Pânico, ali a poucos metros de nóis, ténica.
Foi demorando, mas eles começaram a gravar do outro lado da rua, já juntando uma multidão, boa parte dela saída do nosso evento. E eles começaram a se aproximar. Alfinete destacou a placa “En esta besida están proividos los hanimales y los niños chiquitos”. E não é que ele sabia para que servia essa placa?… Eu estava a menos de 1 metro deles, do lado de dentro, gravando com a nossa DCR-TRV110 vieja de guerra.
Eles entram. E o calor, e a multidão superaram de longe a primeira palestra de dubladores CH da história, em 2005, no colégio Maria Imaculada.

Seguranças, à serviço da RedeTV!, deixam a galera um pouco longe – talvez, para quem assista, o evento pareça meio “vazio”, sei lá, mas tinha A GALERA, uma mini-torcida do Flamengo , do outro lado. Pelo menos eles não se importaram com a minha gravação – também, tinha um monte de celulares fazendo o mesmo… Noto que eles gravam bem rápido as matérias! Na verdade, parece que Zina improvisa e Alfinete e Sabrina correm atrás, sei lá, é o que parece. Logo eles sobem ao segundo andar do Chilango e interagem com Frazão (Prof. Girafales Cover) e Manfredini (Chaves Cover).Quase flagro Zina jogando a “bola do Quico” no andar de baixo, felizmente era uma bola levíssima e só assustou pelo inesperado da situação.
Desço. Pouco tempo depois, Zina vai ao banheiro e passa por mim sem me perceber, apenas gritando: “Não quero falar com ninguém!” Noto alguns olhares surpresos. Eu, estranhamente, estava preparado para aquilo, porquê tinha em mente a matéria em que o programa prestou solidariedade ao Zina após ele ter sido preso, e sabia que Zina era mais ou menos assim. Mas eu tremi uns 2 graus na escala Richter nas bases, afinal o sujeito que disse isso era mais alto do que eu (sendo que 75% da população brasileira é mais baixa do que eu, ainda explicarei esse assunto).
A matéria acaba repentinamente. Nem percebi que eles tinham gravado um final. Talvez o calor (por causa da multidão) não tenha agradado ao mais famoso morador da Xurupita, mas o que eu mais desconfio é que Zina estivesse desconfortável por ter “pulado” um cigarro, que ele quase acendeu em pleno restaurante, com lei antifumo e tudo. Enfim, pareceu que tinha passado um furacão no evento. Depois que a poeira abaixa, Sabrina tira algumas fotos com os fãs, e Alfinete compra uma camiseta da Punch. O repórter do SBT Brasil ficou ligeiramente “avulso”, como eles dizem…
Assista, enfim, a matéria que foi exibida no Pânico na TV em 20 de dezembro. Eu apareço de relance, olhando pra baixo, no visor da cãmera. E percebo que gravei algumas cenas inéditas?!… Êita!

Um ponto extremamente positivo é que a matéria do Pãnico na TV abordou o fato, geralmente ignorado nas matérias SBTísticas, de que o SBT reprisa alguns poucos episódios, quando poderia estar exibindo muito mais deles, são os chamados episódios perdidos. Um dos mais lembrados, por exemplo, é o episódio no qual Quico engole um radinho de pilha. Não, você não está louco: quem está é o SBT, de manter isso engavetado.  Saiba tudo sobre este assunto em Volta Perdidos CH.

Energia que dá gosto.
Eu estava me acabando em suor, mas dois péquenos gárotos, que vieram de Peterete e Chómpiras não saiam dos personagens mas nem a pau. Esses aí vão ser grandes cosplayers no futuro… (E são fãs mesmo, porquê pra você ver esses personagens em ação, só em DVD, os episódios com eles são perdidaços!) Eu sou péssimo nisso, tem gravações que eu estou imitando vozes e a imitação se desfaz no meio. E eles imitavam muito bem os tapas que faziam Chómpiras inspirar um tal de Michael Jackson. Estes acabaram também aparecendo nas fotos do UOL.

E depois de muita espera, finalmente começa a palestra mais esperada, com os dubladores Gustavo Berriel (é de casa, mas esse dubla, e na Herbert Richers!), Cecília Lemes, Sandra Marah (as duas dubladoras da Chiquinha, pela primeira vez simultaneamente ao mesmo tempo, como provavelmente diria o Seu Madruga!), Osmiro Campos (dublador do Prof. Girafales e estreante total em eventos) e Silton Cardoso (o Godines). Infelizmente enfrento alguns problemas com a câmera e não faço as perguntas que gostaria de fazer. Mas parece que a galera se amarrou e recuperamos-nos completamente do furacão Zina.
Cumprimento Osmiro e Silton depois (até disse uma frase que talvez nem eles mais entendam: “Versão, Maga!”…) e, pena que não tive a cara de pau que teve um dos que pediram autógrafos, que gravou Cecília e Osmiro dizendo a enigmática frase “Qual é o poder de luta do Kakarotto?” (Mas eu por acaso descobri do que se trata, é um trecho de Dragon Ball Z onde há uma frase polêmica. A resposta desta frase em japonês, português, etc. é “Mais de oito mil!”, mas isso foi traduzido em inglês como “mais de nove mil”, em um curioso caso de versão americana. Veja aqui como a Desciclopédia trata o assunto.)
Ao contrário do primeiro Festival da Boa Vizinhança (em um distante 2005) eu não estava mais tão phaminto, mas cansado pra caramba. E, contrariando a tradição besta é a sirene da ambulância daqui de casa, estiquei a permanência, conversei um pouco mais com o pessoal do Fã-Clube. E, okay okay: Há uma expectativa a respeito de que haja um segundo Festival da Boa Vizinhança vindo aí.  Vamos torcer, como se fosse pra Copa. Este foi mais um evento CH. E que venham os próximos, com Pânico e tudo!

Ah, porquê este assunto só saiu agora? Estive trabalhando Zenon Barriga Y pesadamente todo este final de ano, incluindo o próximo dia 3 de janeiro. Escrevo este texto dia 1º de janeiro, porquê é feriado, se não fosse…

Adivinha quem está chegando aí de nuevo?

Ele mesmo, o evento CH no Chilango! Dia 12/12, Vamos ao Chilango com o Polegar Vermelho?… Não, não é pra você pintar o dedo e… Ah, vocês entenderam!
Nesta edição, abordando os mega-fâquim-desgraçêiteds Episódios Perdidos! E fazendo um encontro oficial do movimento Volta Perdidos CH. E se tudo der certo, pela primeira vez em um evento CH, Mr. Osmire Fields!
Que foi o primeiro dublador CH que eu soube quem era. Em 1992 ele falou ao Fantástico sobre um episódio meio chato envolvendo dívidas trabalhistas. Bem, 1992, lote de 92, reconheci a voz na hora. Ainda mais por ter assistido aos filmes Jabberwocky e A Vida de Brian, exibidos naquele ano e dublados pela Marshmallow, com muitos dos dubladores das séries CH, e neste último, Osmiro é o apresentador [pessoa que diz o título do filme, “versão brasileira fulano de tal”, etc.]. E phinalmente, se Deus quiser, le Professeur Girafales, Lucas, Shory e outros personagens, entre nós!!

Ah, além disso, o inesperado e inacreditível encontro de duas chicas, digo, de duas Chiquinhas! Sandra Marah (a da dublagem clássica, Programa Chespirito da CNT e Maria Antonieta em Sueños y Caramelos) e Cecília Lemes (lotes de 1988 e 1992 do clássico, Clube do Chaves e Maria Antonieta em todos os episódios de Chapolin que não foram cancelados) estarão cara a cara (sem Marília GabriHerpes) pra você phinalmente aprender e perceber a diferença – eu sei quem é quem, mas tem gente que não consegue distinguir.  É o conphronto do “A-B-C-D-E-ZZZ” contra o “Uéé uéé uéé”!

Más uma promocción do inenarrável Fã-Clube-Chespirito-Brasil!
Mais informaçãs aqui!

No frames, no games

Antes de mais nada, este post também é um pequeno teste. Os posts que eu escrevo com qualquer palavra em inglês no título vive chegando spam  nos comentários.
Mas a notícia é que, em breve, vem aí a versão tableless design de Tinha que ser o Chaves e outros os sites correlatos. Eu também não acreditava que isso fosse possível, mas assim é.
Entre outras vantagens, os sites ficarão mais leves e se adaptarão melhor a diferentes resoluções de tela.

E eu sei que são duas tribos completamente diferentes, mas vai aqui mesmo: ao pessoal que acessa o Igor C. Barros Cartoons, a vontade que eu tenho é de trocar 100% dos desenhos que tem lá, tem muita coisa ultrapassada, o visual dos personagens hoje em dia está muito melhor, e hoje em dia, com o Inkscape, é possível vetorizar e colorizar os desenhos mais fácil e rápido.

Essa foi demais: Aparição inesperada de Chapolin Colorado

E não na televisão. O Blogaritmox descobriu que em 2004, Chapolin apareceu em uma mídia não muito usual: a revista Action Comics. Confira comigo no replay!

Aliás, desculpe aí pelo vacilo de eles não terem ainda feito parte dos links deste blog (sendo que tem link de lá pra DOIS blogs meus). O Blogaritmox tem um espaço fixo sobre as séries CH, O Barril Amarelo, com notícias que eu não vi em nenhum outro lugar. Tudo, sempre, com textos originais. Vale sempre uma bisoiada.

Interpretação de texto! Episódio de hoje, a chinela

Este post vai em homenagem ao Blogger, que deu pra colocar todos os menus em inglês, quando eles estavam em português, e a um mega de um DVD que o outro computador está queimando há algumas horas e que me deixou com um pequeno tiempo libre. Brindá-los-emos (e às demais tribos urbanas, também) com a opinião e a análise de um poema pós-moderno que está dando o que falar em outras plagas, mas somente nós (© Djalma Jorge Show) tivemo as idéia de escrevrê as letra-lhes e botarse-lhes nas Internééé!! Conphira a letra antes que ela caia no vestibular da Furvest!!

CHINELA
Ademir do Arari

Entrei numa griffe
quando eu vi uma chinela

* Griffe? Com certeza, não se trata da Daslu, mas vamos em frente. Musicalmente o começo é soberbo, em tempo ‘rubato’.

Chinela tão linda, chinela querida

Sei que vai fazer parte da minha vida

* Seria porventura cravejada de diamantes? Ou ostentaria ela a logomarca de seu time de coracção?!… Possívelmente isto a faria ser, além de desejada, também querida.

Fiquei admirado, fiquei pobre-coitado
a olhar a chinela

*Pobre-coitado com hífen? É talvez o único jeito de fazer com que a frase tenha sentido. Ao que tudo indica, esse neologismo significa “indivíduo desprovido de bens materiais e pessoais além de desprestigiado enquanto cidadão”, o que descreve 197,4% do povo brasileiro.
Chinela querida, sei que vai …
vais
fazer parte da minha vêda
* Surpreendentemente o intérprete se corrige e passa a usar a segunda pessoa do plural, como se costuma fazer mais ao norte deste país. E em Portugal! (Só pra rimar…) A chinela é tão importante, que não faz parte somente de sua vida, mas de sua Veda – que são os quatro livros-base do Hinduísmo!! Mostrando a que ponto chega sua necessidade por pisantes não-invocados.

Chinela querida
Sei que isso (??) faz parte da griffe

* Aqui, um instante de hermetismo, mas o que fica no ar é que a chinela faz parte, é propriedade, de uma griffe, e que teóricamente devido a isso, não deveria calçar o interlocutor.
Fiquei emocionado, fiquei preocupado
se eu não poder usar esta chinela

Fiquei emocionado, pouco preocupado

se eu não puder usar esta chinela

* O cantor, aqui, revela sua enorme carência, possívelmente devido, quiçá, à sucessivos insucessos em relação ao sexo opuesto. Uma simples chinela já é suficiente para deixá-lo emocionado, mas, incrívelmente, ao contrário do que imaginaríamos, já é motivo de preocupação!

Linda chinela, chiné… *errou a entrada
Chinela tão linda, chinela querida
Sei que vai fazer
paste,
vai fazer
paste da minha vida.
* Não, não é o ato de apertar as teclas Ctrl+V. A pronúncia é [paſ’tı], como oxítona. Trata-se de uma ‘flapping rule’ seguida pelo intérprete.

Entrei numa griffe/ E olhei uma chinela
Chinela tão linda,

Sei que vai fazer parte… ah… da minha vida

Chinela tão linda
Eu… a olhei

* Mais uma vez uma excelente utilização da norma culta: o compositor prefere perder a rima (“chinela” rima com “eu olhei pra ela”) do que desrespeitar a gramáctica, parabéns, meu jovem!
Fiquei preocupado, fiquei emocionado
se a chinela eu não podê-la usar

* Observem! Quem, neste país, se lembra de usar a ênclise (“podê-la”) numa hora dessas?!…

Sei[s] que é uma chinela
Chinela querida, linda, eu vou usar.

* Belíssima rima, e que é uma chinela, todos já, de certa forma, nutriam essa impressão. Note o s adicional após o verbo “Sei”, que denota, de forma simbólica, tratar-se de um par de chinelas.

O pior de tudo é que ao contrário de mim, que suê vocalista da Banda Salt Cover (da qual surgiu a ‘emissora’), e do meu colega Gleydson, do KNT, Ademir do Arari seria o que podemos chamar de um “artista de verdade”, ou um artista segundo os conceitos de Elton John.
Até patrocínio ele diz ter, na faixa Forrózinho, daonde sai o surpreendente verso “Forrozinho à noite inteira só é bem melhor quando tem a mulherada” – ou seja, segundo ele, dá pra levar um forró dançando composto apenas por integrantes do sexo masculino. Vai entender…
Não resta dúvida, Ademir do Arari, é gente que phaz.

Eres são ferizes!

Eres são ferizes, né? (E ESPERO ESTAR ENGANADO)
Depois do post anterior, (talvez um dos mais inúteis que eu já escrevi em todos os tempos), vamos com uma coisa ligeiramente mais útil… Uma conphissão. E que poderá gerar alguma discussão, afinal, “da discussão nasce a luz”, já dizia a Pópis… ou seria o Nhonho? Talvez o Godines? Ah, sei lá…

Vocês devem notar que as vezes eu fill myself (me encho) de alguns problemas que afetam o nosso universo CH. Episódios perdidos (completamente perdidos, mais que o Menino Carlinhos!) , cortes e mais cortes, é o Chaves que não sai do SBT mas nem amarrado, continuando a sofrer mais que o Vagner Love, preso e rebitado no gélido banco do CSKA quando poderia estar ajudando os times daqui.
As vezes sinto um clima de “cada um por si, SBT e a Televisa contra todos”. Fora o Bolaños, que quase octogenário, prefere visitar a Nicarágua ao Brasil. NICARÁGUA!!!

Pois é, quando quero esquecer que tudo isso existe, relaxar e pensar que poderia haver um mundo bem melhor, todo feito pra vocês, “é um mundo pequenino que a censura fez…” o que eu vejo então na Internet? Não só nisso, mas também no meu serviço, durante a insuportável espera do processo de autoração de DVDs. (rimou tudo, caramba!?)
Eu vejo a rotina dos fãs de produções japonesas, como quadrinhos, animação e seriados (os, às vezes pejorativamente, chamados “otakus”). Através de sites como o Cosplay Brasil, Nipo Heroes HP, OhaYO, etc. (fora o saudoso Fórum Henshin Digital).

Os fãs de animês e mangás frequentemente rejeitam o termo otaku, que descreve uma pessoa viciada, ou especialista em algum assunto (geralmente não muito útil á sua sobrevivência) a ponto de anular sua vida social e se transformar em um hikkokomori (pessoa adulta que não trabalha nem estuda, os também chamados NEET em inglês.)
Minto: há muitos fãs aqui no Brasil que aceitam esse termo. Mas por via das dúvidas, eu não chamaria um fã de cultura japonesa desconhecido de ‘otaku’ logo de cara.

Não sou lá muito fã de programas japoneses em tempo integral. Mas eles passaram pela minha vida. Me lembro vagamente de “Robô Gigante” passando na Record por volta de 1979 ou 1980, mais ou menos, é uma das minhas lembranças mais remotas de televisão.
Assiti pro forma algumas animações que passavam nos primeiros anos da Manchete, como Pirata do Espaço e Patrulha Estelar. Não me lembro de muita coisa do enredo, e os nomes eu só me lembraria depois, vendo na Internet – e aqui, mais uma menção honrosa ao JBox, que sem querer querendo, me ajudou nisso.
Assisti Jaspion, Changeman e Flashman como todo mundo (sacanagem, devia ter me concentrado mais no Metalder e no Maskman…) Chorei de raiva com o Robocop, que achava que era um tokusatsu americano. Não, não era – e o tempo provaria que eles não sabem fazer isso…………
Animes, mesmo, já da adolescência pra frente, só dois e já no século XXI: Crayon Shin-Chan e Ranma 1/2, este bem ocasionalmente (sendo que o primeiro é um anime dos mais atípicos imagináveis.)
O resto é de vista. Aliás, vendo as fotos do Cosplay Brasil, só conheço uns 4 ou 5 personagens dos tantos que são “cospleiados” por lá: Inu Yasha (tem quatro orelhas, que nem o Zicky Zira), One Piece (chapeu de páia, sô, inconfundíver) e os 34521,564 personagens de Naruto – todos, invariavelmente, com bandanas de metal e “sandálias da humildade”, embora morram de frio na região do pesoço… O resto, entre os personagens orientais, ‘faço a menor idéia quem sejam… (seria interessante algum site fazer uma espécie de “álbum de figurinhas” desses personagens para orientação dos não-iniciados no assunto.)

そして私は自分自身に言う: なんとすばらしい世界か!
(And I say to myself, what a wonderful world…)
E gente, que mundo é esse… Se há brigas, são entre uns poucos (mais concentrado nos “cabeças”, como veremos mais adiante). O resto está mais unido que o arroz consumido por aquelas bandas. Episódios cortados? Perdidos? Engavetados? Cadê?
(Por exemplo, é possível assistir a um episódio de Pokemón censurado nos EUA onde Jesse – um rapaz – vence um concurso de biquínis usando seios falsos infláveis… Não está na TV, mas está por aí, talvez no playlist da maioria dos vendedores. Esteve no YouTube, sei lá se ainda está, mas eu vi.)
Sempre tem alguém que vaza e hospeda, até mesmo em servidores próprios, que apareceram antes de nascer o Rapidshare!… E/0u traduz! Não importa se o original é japonês, so what??? そう何か。DVDs? Empresas os lançam à rodo, sem maiores problemas. E os fãs os conseguem de qualquer jeito [capisci? Mas vamos prestigiar a Imagem e a Amazonas Philmes pela coragem de encarar el desáfio dos boxes das séries CH e derivadas!]
Ah, e 51% deles são do sexo feminino! Aqui no nosso meio CH, a proporção é uns 0,5% superior a distribuição por sexo dos Ismârfs, e quando aparece alguém, é a “Chiquinha de Cueca” ou similares…

Uma das raríssimais coisas em comum entre os dois universos é o fascínio de muitos de nós pelo mundo da dublagem – mesmo cuspindo e escarrando no prato em que comemos (tsgrila, eu gostei do trabalho do Tatá Guarnieri, palavra!) e também do fato de que entre nós também há cosplayers. Inclusive, há quem vá de personagens CH aos eventos de animes/mangas/papayas. E esse pessoal não faz feio não!

O universo Chespiriteano tem uns 20 anos a menos que o universo dos animes, mas as vezes parece que nós ainda precisamos comer muito arroz com feijão. Aliás, motí e doce de feijão azuki. E por ora fica essa impressão, de que それらは幸せな物である。ou de que eles são felizes

Espero, com todas as minhas forças, estar enganado. Espero ter plantado uma semente em cada um dos fãs CH que me lêem – parece papo de professora de maternal ou de agricultor, mas é isso.
Assim como fizeram Sérgio Peixoto e José Roberto Pereira, que em 1996 editaram a revista que é considerada a primeira do gênero no Brasil, a falar sobre mangás e animes. Naquela época, era um mercado marginal… A dupla se separaria (são desaphetos até hoje) e Peixoto passou a organizar os primeiros eventos do gênero no Brasil, a Animecon, só desbancada pela Anime Friends, do empresário Takashi Tikazawa, que começou em 2003 logo de cara trazendo o cantor Kageyama Hironobu. (Embora há controvérsias: muitos disseram que detestaram a segunda edição do AF, feita no Espaço das Américas, até gritavam Animecon, Animecon…)
Errata: o primeiro evento do gênero que se tem notícia no Brasil foi a Mangacon, em 1996, organizada pela Abrademi – aliás, uma entidade já criticada nas páginas da revista Animax! O evento ainda era restrito aos associados, mas no ano seguinte, passou a ser aberto ao público e seria considerado de porte “minúsculo” perto do menor dos eventos que existe hoje. Mas quem viu, diz que foi bom. Possivelmente os primeiros cosplayers de animes do Brasil foram vistos na Mangacon. Aliás, a REDE MANCHETE ainda existia nessa época… Bons tempos! E eu lá, me matando naquele cursinho desgraçado…

Resultado – apesar dos pesares? Hoje umas 3 empresas publicam mangás no Brasil (incluindo uma das maiores do mundo, a Panini) outras tantas lançam alguns animes em DVD – no Brasil, e no Exterior, well… atualmente é um pouco mais fácil do que há 10 anos. (o grande problema ainda está na área do tokusatsu, na qual as empresas ainda estão reticentes.)
Enfim, Peixoto e incialmente, Pereira, mais a ajuda ou atrapalhamento de Tikazawa, conseguiram – embora esta história tenha vários capítulos pra lá de obscuros. Podres, talvez.
Mas, putz, se “a minha história de sucesso” fosse três vezes pior do que isso eu já me dava por satisfeito, cháspita! É o que eu acho, por enquanto… Eu peguei o começo dessa história, e aquele horizonte que se vislumbrava é o que eu quero pra mim e para os fãs CH.

Eu li, em 1996, la revistilla deles, a Animax, quando tudo isso ainda era uma grande ilusão. Gostei, até escrevi uma carta pra eles, que acabei não enviando… Que cosas, no?… A carta era bastante interessante, mostrava os meus personagens, inclusive, embora estes só lembrem muito vagamente o estilo oriental, ou nem isso (eles tem proporções um tanto diferentes do convencional, inspirados em gráficos de games da Capcom e animes como Saber Marionette X.)
Enfim, a revista, feita pela dupla, era boa, embora eu discordasse violentamente de algumas coisas. Aliás, como é até hoje.
Graças a Deus que não mandei aquela carta. A resposta de J.R. “Pedreira” poderia ter me desestimulado para sempre.

E alguns anos después, eles – os fãs de anime, mangá e tokusatsu – estão aí, e são milhões – nem que sejam 2 milhões, mas já é um mundaréu de gente que não cabe no Maraca! E são fortes!! Digamos que conseguiriam dar uma balançada legal no SBT, coisa que até agora, não conseguimos. Alô Ministério das Comunicações, como é que é?…

Por isso, as minhas palmas pra vocês, fãs da cultura japonesa.
Vosso universo – sem JRP, nem ETT and outros phiguras – me inspira. (Eu disse inspira – se fosse inveja eu faria animes para os sites de vídeo, não o que estou fazendo agora, um típico desenho animado ocidental!) Quem sabe algum dia, os fãs de Chaves e Chapolin cheguem ao nível que vocês chegaram. E nós, fãs CH, “juntos chegaremos lá”.

(PS: Curiosamente, ao pesquisaire por aí, descubro que nós, fãs CH, também temos alguns capítulos obscuros… O site Turma do Chaves, que não tem links, tem um fórum fechado a cadeado e se tornou desafeto dos integrantes do Fórum Único Chespirito, está há algum tempo associado à Anime Center Eventos… Acabei achando a “versão CH” de uns elementos supracitados, mas deixa pra lá…) Cover, a gente se vê por aqui.