Eres são ferizes!

Eres são ferizes, né? (E ESPERO ESTAR ENGANADO)
Depois do post anterior, (talvez um dos mais inúteis que eu já escrevi em todos os tempos), vamos com uma coisa ligeiramente mais útil… Uma conphissão. E que poderá gerar alguma discussão, afinal, “da discussão nasce a luz”, já dizia a Pópis… ou seria o Nhonho? Talvez o Godines? Ah, sei lá…

Vocês devem notar que as vezes eu fill myself (me encho) de alguns problemas que afetam o nosso universo CH. Episódios perdidos (completamente perdidos, mais que o Menino Carlinhos!) , cortes e mais cortes, é o Chaves que não sai do SBT mas nem amarrado, continuando a sofrer mais que o Vagner Love, preso e rebitado no gélido banco do CSKA quando poderia estar ajudando os times daqui.
As vezes sinto um clima de “cada um por si, SBT e a Televisa contra todos”. Fora o Bolaños, que quase octogenário, prefere visitar a Nicarágua ao Brasil. NICARÁGUA!!!

Pois é, quando quero esquecer que tudo isso existe, relaxar e pensar que poderia haver um mundo bem melhor, todo feito pra vocês, “é um mundo pequenino que a censura fez…” o que eu vejo então na Internet? Não só nisso, mas também no meu serviço, durante a insuportável espera do processo de autoração de DVDs. (rimou tudo, caramba!?)
Eu vejo a rotina dos fãs de produções japonesas, como quadrinhos, animação e seriados (os, às vezes pejorativamente, chamados “otakus”). Através de sites como o Cosplay Brasil, Nipo Heroes HP, OhaYO, etc. (fora o saudoso Fórum Henshin Digital).

Os fãs de animês e mangás frequentemente rejeitam o termo otaku, que descreve uma pessoa viciada, ou especialista em algum assunto (geralmente não muito útil á sua sobrevivência) a ponto de anular sua vida social e se transformar em um hikkokomori (pessoa adulta que não trabalha nem estuda, os também chamados NEET em inglês.)
Minto: há muitos fãs aqui no Brasil que aceitam esse termo. Mas por via das dúvidas, eu não chamaria um fã de cultura japonesa desconhecido de ‘otaku’ logo de cara.

Não sou lá muito fã de programas japoneses em tempo integral. Mas eles passaram pela minha vida. Me lembro vagamente de “Robô Gigante” passando na Record por volta de 1979 ou 1980, mais ou menos, é uma das minhas lembranças mais remotas de televisão.
Assiti pro forma algumas animações que passavam nos primeiros anos da Manchete, como Pirata do Espaço e Patrulha Estelar. Não me lembro de muita coisa do enredo, e os nomes eu só me lembraria depois, vendo na Internet – e aqui, mais uma menção honrosa ao JBox, que sem querer querendo, me ajudou nisso.
Assisti Jaspion, Changeman e Flashman como todo mundo (sacanagem, devia ter me concentrado mais no Metalder e no Maskman…) Chorei de raiva com o Robocop, que achava que era um tokusatsu americano. Não, não era – e o tempo provaria que eles não sabem fazer isso…………
Animes, mesmo, já da adolescência pra frente, só dois e já no século XXI: Crayon Shin-Chan e Ranma 1/2, este bem ocasionalmente (sendo que o primeiro é um anime dos mais atípicos imagináveis.)
O resto é de vista. Aliás, vendo as fotos do Cosplay Brasil, só conheço uns 4 ou 5 personagens dos tantos que são “cospleiados” por lá: Inu Yasha (tem quatro orelhas, que nem o Zicky Zira), One Piece (chapeu de páia, sô, inconfundíver) e os 34521,564 personagens de Naruto – todos, invariavelmente, com bandanas de metal e “sandálias da humildade”, embora morram de frio na região do pesoço… O resto, entre os personagens orientais, ‘faço a menor idéia quem sejam… (seria interessante algum site fazer uma espécie de “álbum de figurinhas” desses personagens para orientação dos não-iniciados no assunto.)

そして私は自分自身に言う: なんとすばらしい世界か!
(And I say to myself, what a wonderful world…)
E gente, que mundo é esse… Se há brigas, são entre uns poucos (mais concentrado nos “cabeças”, como veremos mais adiante). O resto está mais unido que o arroz consumido por aquelas bandas. Episódios cortados? Perdidos? Engavetados? Cadê?
(Por exemplo, é possível assistir a um episódio de Pokemón censurado nos EUA onde Jesse – um rapaz – vence um concurso de biquínis usando seios falsos infláveis… Não está na TV, mas está por aí, talvez no playlist da maioria dos vendedores. Esteve no YouTube, sei lá se ainda está, mas eu vi.)
Sempre tem alguém que vaza e hospeda, até mesmo em servidores próprios, que apareceram antes de nascer o Rapidshare!… E/0u traduz! Não importa se o original é japonês, so what??? そう何か。DVDs? Empresas os lançam à rodo, sem maiores problemas. E os fãs os conseguem de qualquer jeito [capisci? Mas vamos prestigiar a Imagem e a Amazonas Philmes pela coragem de encarar el desáfio dos boxes das séries CH e derivadas!]
Ah, e 51% deles são do sexo feminino! Aqui no nosso meio CH, a proporção é uns 0,5% superior a distribuição por sexo dos Ismârfs, e quando aparece alguém, é a “Chiquinha de Cueca” ou similares…

Uma das raríssimais coisas em comum entre os dois universos é o fascínio de muitos de nós pelo mundo da dublagem – mesmo cuspindo e escarrando no prato em que comemos (tsgrila, eu gostei do trabalho do Tatá Guarnieri, palavra!) e também do fato de que entre nós também há cosplayers. Inclusive, há quem vá de personagens CH aos eventos de animes/mangas/papayas. E esse pessoal não faz feio não!

O universo Chespiriteano tem uns 20 anos a menos que o universo dos animes, mas as vezes parece que nós ainda precisamos comer muito arroz com feijão. Aliás, motí e doce de feijão azuki. E por ora fica essa impressão, de que それらは幸せな物である。ou de que eles são felizes

Espero, com todas as minhas forças, estar enganado. Espero ter plantado uma semente em cada um dos fãs CH que me lêem – parece papo de professora de maternal ou de agricultor, mas é isso.
Assim como fizeram Sérgio Peixoto e José Roberto Pereira, que em 1996 editaram a revista que é considerada a primeira do gênero no Brasil, a falar sobre mangás e animes. Naquela época, era um mercado marginal… A dupla se separaria (são desaphetos até hoje) e Peixoto passou a organizar os primeiros eventos do gênero no Brasil, a Animecon, só desbancada pela Anime Friends, do empresário Takashi Tikazawa, que começou em 2003 logo de cara trazendo o cantor Kageyama Hironobu. (Embora há controvérsias: muitos disseram que detestaram a segunda edição do AF, feita no Espaço das Américas, até gritavam Animecon, Animecon…)
Errata: o primeiro evento do gênero que se tem notícia no Brasil foi a Mangacon, em 1996, organizada pela Abrademi – aliás, uma entidade já criticada nas páginas da revista Animax! O evento ainda era restrito aos associados, mas no ano seguinte, passou a ser aberto ao público e seria considerado de porte “minúsculo” perto do menor dos eventos que existe hoje. Mas quem viu, diz que foi bom. Possivelmente os primeiros cosplayers de animes do Brasil foram vistos na Mangacon. Aliás, a REDE MANCHETE ainda existia nessa época… Bons tempos! E eu lá, me matando naquele cursinho desgraçado…

Resultado – apesar dos pesares? Hoje umas 3 empresas publicam mangás no Brasil (incluindo uma das maiores do mundo, a Panini) outras tantas lançam alguns animes em DVD – no Brasil, e no Exterior, well… atualmente é um pouco mais fácil do que há 10 anos. (o grande problema ainda está na área do tokusatsu, na qual as empresas ainda estão reticentes.)
Enfim, Peixoto e incialmente, Pereira, mais a ajuda ou atrapalhamento de Tikazawa, conseguiram – embora esta história tenha vários capítulos pra lá de obscuros. Podres, talvez.
Mas, putz, se “a minha história de sucesso” fosse três vezes pior do que isso eu já me dava por satisfeito, cháspita! É o que eu acho, por enquanto… Eu peguei o começo dessa história, e aquele horizonte que se vislumbrava é o que eu quero pra mim e para os fãs CH.

Eu li, em 1996, la revistilla deles, a Animax, quando tudo isso ainda era uma grande ilusão. Gostei, até escrevi uma carta pra eles, que acabei não enviando… Que cosas, no?… A carta era bastante interessante, mostrava os meus personagens, inclusive, embora estes só lembrem muito vagamente o estilo oriental, ou nem isso (eles tem proporções um tanto diferentes do convencional, inspirados em gráficos de games da Capcom e animes como Saber Marionette X.)
Enfim, a revista, feita pela dupla, era boa, embora eu discordasse violentamente de algumas coisas. Aliás, como é até hoje.
Graças a Deus que não mandei aquela carta. A resposta de J.R. “Pedreira” poderia ter me desestimulado para sempre.

E alguns anos después, eles – os fãs de anime, mangá e tokusatsu – estão aí, e são milhões – nem que sejam 2 milhões, mas já é um mundaréu de gente que não cabe no Maraca! E são fortes!! Digamos que conseguiriam dar uma balançada legal no SBT, coisa que até agora, não conseguimos. Alô Ministério das Comunicações, como é que é?…

Por isso, as minhas palmas pra vocês, fãs da cultura japonesa.
Vosso universo – sem JRP, nem ETT and outros phiguras – me inspira. (Eu disse inspira – se fosse inveja eu faria animes para os sites de vídeo, não o que estou fazendo agora, um típico desenho animado ocidental!) Quem sabe algum dia, os fãs de Chaves e Chapolin cheguem ao nível que vocês chegaram. E nós, fãs CH, “juntos chegaremos lá”.

(PS: Curiosamente, ao pesquisaire por aí, descubro que nós, fãs CH, também temos alguns capítulos obscuros… O site Turma do Chaves, que não tem links, tem um fórum fechado a cadeado e se tornou desafeto dos integrantes do Fórum Único Chespirito, está há algum tempo associado à Anime Center Eventos… Acabei achando a “versão CH” de uns elementos supracitados, mas deixa pra lá…) Cover, a gente se vê por aqui.

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